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A sétima edição da Copa do Mundo de Beach Soccer da FIFA promete ser um festival de gols e jogadas espetaculares num cenário privilegiado pela natureza. As principais seleções do planeta estarão reunidas na deslumbrante ilha do Taiti, na Polinésia Francesa, em busca do título mais cobiçado do beach soccer.
Localizado no sul do Pacífico, em meio a recifes de coral extraordinários e ilhas vulcânicas paradisíacas, o Taiti oferece o pano de fundo ideal para o que promete ser uma competição emocionante de um esporte que vem conquistando cada vez mais adeptos no mundo todo.
Com a seleção brasileira em fase de transição, mas ávida por recuperar o título perdido, a Rússia determinada a defender sua taça e a campeã europeia Espanha em grande fase, o torneio aponta para vários favoritos e tem tudo para testemunhar algumas das batalhas mais interessantes já vistas nas areias do planeta bola.
O evento, que será realizado entre os dias 18 e 28 de setembro, reunirá 16 seleções e terá como novidade o fato de ser a primeira Copa do Mundo da FIFA organizada nos arquipélagos do Pacífico, trazendo ainda dois países da Oceania: o anfitrião Taiti e as Ilhas Salomão.
Após a inédita e festejada participação dos taitianos na Copa da Confederações da FIFA no Brasil, há uma expectativa cada vez maior de que a Copa do Mundo de Beach Soccer da FIFA impulsione o desenvolvimento do futebol local em todos os seus aspectos na direção de um futuro brilhante.
Enquanto todo o Taiti estará de mãos dadas no apoio à seleção anfitriã, torcendo para que seus jogadores surpreendam os adversários e passem pelo difícil grupo que têm pela frente para chegar à fase de mata-mata, o poderoso Brasil sentirá o enorme peso de sua tradição na tentativa de voltar ao topo do mundo.
Brasil sob pressão
Berço do beach soccer e de seu estilo mais técnico e acrobático, o Brasil raras vezes encontrou adversários à altura de sua qualidade, tendo conquistado nada menos que quatro das seis edições da Copa do Mundo de Beach Soccer da FIFA e construído um impressionante retrospecto de 30 vitórias nos 35 jogos que disputou na competição.
Berço do beach soccer e de seu estilo mais técnico e acrobático, o Brasil raras vezes encontrou adversários à altura de sua qualidade, tendo conquistado nada menos que quatro das seis edições da Copa do Mundo de Beach Soccer da FIFA e construído um impressionante retrospecto de 30 vitórias nos 35 jogos que disputou na competição.
O predomínio verde-amarelo, traduzido na sequência de títulos iniciada em 2006, teve um fim surpreendente em 2011, quando uma forte e inteligente seleção russa rasgou o roteiro e derrotou os brasileiros na final de Ravena, na Itália, vencendo seu primeiro Mundial. Diante do progresso de vários países, cada vez mais determinados a erguer a taça, resta saber se este ano o Brasil conseguirá reencontrar a magia que um dia fez dele um adversário praticamente imbatível. "Estamos confiantes e queremos o título de volta", avisou Daniel Robles, representante brasileiro no sorteio da fase de grupos do Taiti 2013.
Considerando os últimos resultados, no entanto, a seleção líder do ranking mundial pode encontrar mais dificuldades do que imagina quando pisar nas areias de Papeete, a dinâmica capital da Polinésia Francesa. No início deste ano, os brasileiros não conseguiram chegar à decisão das eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de Beach Soccer da FIFA, porque perderam a semifinal para o Paraguai. A anfitriã Argentina aproveitou o tropeço rival e, com uma bela campanha, conquistou o título num continente mais do que acostumado a ver apenas o Brasil no alto do pódio.
As dificuldades da seleção canarinho em se manter no topo do beach soccer mundial guarda forte ligação com o desenvolvimento e a popularidade cada vez maior de um esporte em que lampejos de genialidade individuais são capazes de mudar a história de uma partida em menos de um segundo.
Após seu início despretensioso nas peladas disputadas nas areias do Rio de Janeiro, o beach soccer expandiu-se rapidamente ao longo dos anos 1990 com a criação de torneios internacionais e ligas profissionais. A participação de renomados jogadores de futebol, como o francês Eric Cantona e os brasileiros Zico e Romário, ajudou a dar à modalidade o apelo midiático de que ela desfruta nos dias de hoje.
Fala-se até que o beach soccer poderá ser incluído no programa olímpico dos Jogos do Rio 2016. A imagem de diversos países competindo pelas medalhas de ouro, prata e bronze na praia de Copacabana certamente seria muito positiva para o futuro do esporte.
Estreantes e craques renomadosAlgumas das melhores seleções do mundo não conseguiram se classificar para o Taiti 2013. Entre as ausências mais notáveis deste ano estão Portugal, França e Uruguai. Já Holanda e Paraguai serão as novidades, já que fazem sua estreia no torneio com a esperança de desafiar a hierarquia global.
A Argentina não foi o único país a conquistar um título continental inédito nas eliminatórias para o Taiti. Prova de que o beach soccer vive tempos de mudanças, o Irã bateu o campeão Japão e faturou o caneco asiático liderado pelo artilheiro Moslem Mesigar. A expectativa dos iranianos é de repetir as belas atuações, mas desta vez no grande palco mundial.
"Já disputamos quatro Mundiais, mas nunca chegamos às quartas de final", disse Mesigar. "Nosso limite sempre foi a primeira fase. Ainda temos muito a aprender nesse esporte, porém acho que chegou a hora de fazermos valer a experiência que acumulamos."
Quando a bola rolar nas areias do Taiti 2013, Argentina, Rússia e Espanha carregarão a bandeira do favoritismo ao lado do Brasil numa competição difícil de se prever. É possível até que russos e espanhóis protagonizem a primeira final 100% europeia desde 2005, quando a França bateu Portugal.
Ainda que algumas das seleções mais fortes do planeta estejam de fora, não há dúvida que a qualidade estará presente em Papeete. Os torcedores podem esperar um festival de bicicletas, voleios que desafiam a gravidade e matadas espetaculares de jogadores como os brasileiros Bruno Xavier e André, o argentino Luciano Franceschini e o russo Dmitry Shishin.
Desafiando a técnicaNum esporte conhecido pelas partidas repletas de gols e jogadas fenomenais, o americano Nick Perera e o salvadorenho Frank Velásquez também têm a habilidade necessária para brilhar no Taiti, após as impressionantes atuações nas eliminatórias. "O beach soccer é provavelmente o que há de mais técnico", disse Perera. "Existe a dificuldade de jogar na areia, o que impossibilita os dribles. Você tem que avançar e recuar com a bola no ar entre outros jogadores e precisa ter um bom domínio."
Como os gols costumam sair de qualquer canto da pequena arena de beach soccer, os goleiros são tão importantes quanto os atacantes. Campeão africano, o Senegal aposta em atuações heroicas do arqueiro Al Seyni Ndiaye para ir ainda mais longe que as quartas de final de 2011. Já o capitão e cobrador de faltas da Ucrânia, Vitalii Sydorenko, será a inspiração de uma talentosa equipe que muitos consideram a possível surpresa do campeonato.
Para o Taiti, sediar a principal competição do calendário de beach soccer será mais um marco fundamental tanto para a ilha quanto para a indústria esportiva local, na opinião de Eddy Etaeta, técnico da seleção de futebol dos anfitriões. "Tenho certeza de que a realização da Copa do Mundo de Beach Soccer da FIFA terá um impacto geral sobre a economia, o turismo e o esporte do país", previu Etaeta. "Nos próximos meses será implementada uma série de atividades, como seminários sobre arbitragem e direção técnica, além de cursos de futebol nas escolas, o que só ajudará a multiplicar os benefícios do torneio."
Fonte : Fifa
