A série sem vitórias já chega a quatro partidas. Nesta terça-feira, o Palmeiras recebeu a Chapecoense no Pacaembu, em um confronto direto pela liderança da Série B do Campeonato Brasileiro, e ficou em um empate sem gols, pela 19ª rodada. Agora, os paulistas e catarinenses, que são os dois primeiros colocados, ficam com 42 e 40 pontos, respectivamente.
Com o fim do primeiro turno, o time de Palestra Itália até fica com o título simbólico, mas também tem motivos para lamentar. Afinal, se tivesse vencido e chegado a 44 pontos, a equipe igualaria a campanha do Vitória que, em 2012, teve a melhor pontuação na primeira metade de uma edição da segunda divisão nacional desde que os pontos corridos foram adotados.
Além de ter perdido a chance da marca significativa, o Palmeiras segue com o jejum de vitórias, que envolve derrotas para Boa e Atlético-PR e o empate com o Ceará. O revés diante dos paranaenses ainda eliminou o time alviverde da Copa do Brasil.
Os mandantes não contaram com a participação de Valdivia, que se juntou à seleção chilena e ainda será desfalque nas próximas duas partidas. Sem o seu principal jogador, a equipe paulista até criou boas chances e foi mais incisiva que o adversário, mas não conseguiu tirar o zero do placar.
Pela próxima rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, o Palmeiras vai ao Serra Dourada para encarar o Atlético-GO, no sábado, às 18h15 (de Brasília). Um dia antes, a Chapecoense receberá o Boa no Índio Condá, às 21h50.
O jogo
O jogo
Diante do Ceará, time distante da zona de acesso, o Palmeiras teve falhas defensivas e ofensivas. Mesmo assim, Gilson Kleina organizou a mesma estrutura tática, com a diferença de que, sem contar com Henrique, Valdivia e Leandro, escalou André Luiz, Felipe Menezes e Ronny. A consequência da aposta foram dois lances de perigo da Chapecoense em menos de quatro minutos.
O time catarinense conhecia seu adversário. Fazia a sua parte marcando intensamente, na maioria das vezes com seus 11 jogadores da intermediária defensiva para trás, e sabia como lidar com a bola quando a tivesse. Tinha consciência da fragilidade de Juninho, do contestável poder de bloqueio de Luis Felipe, da falta de confiança da dupla de zaga e dos espaços deixados por Márcio Araújo. E usufruía bem disso.
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| Mendieta tenta fugir da forte marcação da Chapecoense no primeiro tempo |
Vendo os visitantes tocarem a bola impondo o ritmo que quisesse, de um lado a outro na sua defesa, o clube alviverde se perdeu completamente. Wesley, que virava primeiro volante para comandar a saída de bola e suprir as subidas tão constantes quanto inexplicáveis de Márcio Araújo, simbolizou a equipe dando um chutão bisonho quando estava completamente sozinho.
Em um raro momento de acerto, Mendieta deixou Juninho na cara do goleiro, na grande área, e o lateral esquerdo, com a perna direita, perdeu gol praticamente feito, aos sete minutos. Um desperdício pela raridade da oportunidade. Na frente, Ronny se mexia o tempo todo, mas era completamente ineficiente e ainda atrapalhava Alan Kardec, ocupando a posição do centroavante, que se sentia obrigado a sair da área.
Mesmo com dois meias, o Palmeiras não tinha criatividade. Mendieta era cercado por marcadores e, quando escapava, errava até passeis fáceis. Felipe Menezes, por sua vez, esteve tão escondido que discutiu com Wesley quando o volante pediu mais movimentação ao jogador que tinha a obrigação de dar dinâmica.
Aos 19 minutos, porém, o time de Kleina descobriu que não precisava depender de seus meias e de Juninho, novamente em péssima atuação. De tanto gritar, Luis Felipe foi ouvido. E criou uma série de chances para o Palmeiras, duas em jogadas com Alan Kardec. Animada, a equipe de Palestra Itália ainda lamentou por Tiago Alves, que dominou completamente livre na pequena área e errou oportunidade clara, e cabeçada de André Luiz.
Mas um chute de Ronny, aos 26 minutos do primeiro tempo, encerrou a sequência eficiente dos mandantes na partida. A Chapecoense reajustou sua marcação espalhando mais seus jogadores no campo defensivo. Só não teve mais tanto espaço para trabalhar a bola na frente, o que deixou o jogo truncado, com muitas disputas e nenhum perigo.
Na volta do intervalo, Kleina cansou de Ronny e apostou em Vinicius, que não foi titular apenas porque se recuperou recentemente de lesão. Mas era Luis Felipe, ainda, a única esperança de gol dos anfitriões. O lateral direito cruzou uma bola no pé de Alan Kardec, na pequena área, e cobrou falta com perigo, tudo antes dos sete minutos do segundo tempo. O técnico da Chapecoense, então, trocou o atacante Tiago Luís da função de perseguir o único perigo palmeirense.
Kleina também se mexeu. Cansou da inutilidade de Felipe Menezes e impôs velocidade ao time com Serginho. Mas os problemas continuavam na defesa. Cabeçada de Fabiano e Caion, aos 12 e 21 minutos, respectivamente, não viraram gol por sorte e milagre de Fernando Prass.
Serginho, ao menos, deu movimentação que gerou chute de Wesley em cima do goleiro e ainda fez o arqueiro do clube de Chapecó praticar grande defesa. Vinicius apareceu, mas não positivamente. Por driblar demais ou chutar em vez de tocar para colegas em melhor posição, o atacante perdeu grandes chances, aos 27 e aos 28.
Foi quando a Chapecoense percebeu que valia a pena, definitivamente, dar um passo para trás em busca de um ponto no Pacaembu. Conseguiu. Com o nervosismo cada vez mais adicionado à ruim atuação, o Palmeiras não teve condições de ir além do 0 a 0. Uma cabeçada de André Luiz na trave, no último minuto, só serviu como última esperança em vão.
Fonte : Espn
